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Patrono

Patrono do Corpo de Bombeiros

CONSELHEIRO JOSÉ LUIZ DE ALMEIDA COUTO


Nasceu da freguesia de Pirajá, na cidade do Salvador, na Bahia, em 28 de outubro de 1833, filho do capitão Joaquim Caetano de Almeida Couto e Dª. Luiza Benvinda Dórea Couto.

Aos dezoito anos matriculava-se na Faculdade de Medicina da Bahia, onde mais tarde foi professor. Como estudante, foi um grande e decidido batalhador em favor da libertação dos escravos e, durante toda a sua vida, nunca deixou de participar de tudo que dizia respeito a essa cruzada humanitária.

Fundou a Sociedade Abolicionista 2 de Julho. Em 1869 instalou a Sociedade Libertadora Sete de Setembro com o Dr. Augusto Álvares Guimarães, cunhado de Antônio Castro Alves, o poeta dos escravos.

Dedicou-se à militância Política desde cedo, sendo Deputado da Assembléia Provincial - 1862/63 e Vereador 1864/1869; foi nomeado, por decreto, tenente coronel comandante do Batalhão nº 04 de Infantaria, durante a Guerra do Paraguai; deputado provincial (Vereador) 1878/1881; presidente da Província de São Paulo, em 1884, lançando a pedra fundamental do Monumento do Ipiranga, em 25 de março de 1885; em 01/06/1885 assume a presidência da província da Bahia. No seu governo foi inaugurada a Ponte Cachoeira/São Félix, em 07 de junho de 1885, quando foi agraciado pelo Imperador D. Pedro II, com titulo de “Conselheiro”. Em 07 de junho de 1889, assume pela segunda vez o governo da Bahia, sendo o último do período Imperial. Retorna à vida pública como intendente municipal (prefeito) em 18 de dezembro de 1892, e falecendo em 08 de outubro de 1895, aos 62 anos, em pleno exercício do poder municipal. Exerceu a medicina durante toda a sua vida.

O Conselheiro José Luiz de Almeida Couto era casado, em primeiras núpcias, com Dª Amélia Azevedo, de cujo consórcio teve seis filhos; enviuvando, casou-se em segundas núpcias com sua cunhada, Dª Vicência Azevedo, que também já era viúva, de cujo casamento não teve filhos.

Segundo um de seus biógrafos: “O seu caráter firme e sua inquebrantável lealdade eram qualidades que se refletia em todos os seus atos. O homem público foi uma continuação do homem particular. Pai de família exemplar, esposo desvelado, amigo sincero, foi clínico abnegado e caridoso, mestre consciencioso e solicito político intransigente e probo. A essas qualidades de seu caráter, fortificados por uma educação austera, deveu ele toda a estima e respeito de que sempre gozou entre seus concidadãos”.

Seu sepultamento foi considerado o mais concorrido da Bahia até aquela data, e em um discurso foi dito: “A Bahia não se fez representar no enterro do Dr. Couto, por que ela veio, em pessoa, trazê-lo á sepultura”.
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